O Mito Gnóstico na Ciência : Evolução

A Evolução é o alicerce da mitologia na Ciência. O Misticismo Ocultista da Nova Era, a criação do nada do Big Bang e a origem animalesca do homem, todos estão fundamentados na Evolução.

O mito da evolução é muito anterior a Charles Darwin. Os pagãos diziam que o homem é capaz de dar um grande salto evolutivo para se tornar muito mais poderoso no futuro. Na Epopéia de Gilgamesh, um poema épico da antiga Suméria, Gilgamesh descreve a si mesmo como tendo duas partes : uma parte divina e uma parte humana como resultado da evolução do seu ser.

Muito antes de Darwin, os filósofos gregos ensinavam conceitos de evolução, abiogênese, seleção natural, transmigração, reencarnação e longos períodos de tempo para a Terra. O filósofo grego Anaximandro (c. 610–546 AC)  ensinou que “os humanos originalmente se assemelhavam a outro tipo de animal, o peixe”, já o filósofo Demócrito (c.460-370 AC) afirmava que os primeiros seres humanos começaram a falar com “grunhidos” confusos como um animal selvagem, um macaco [1] . Já o filósofo Epicuro (341-270 AC) , o pai do materialismo, dizia que não havia necessidade de um Deus, pois o Universo surgiu de um movimento de átomos governados pelo acaso. A Evolução faz a mesma  alegação de Epicuro : a alegação de que o Universo e a Vida criaram a si mesmos. Isto faz da Evolução, do Darwinismo ou Evolucionismo chame como quiser, o mito gnóstico moderno.

Dr. Wolfgang Smith, um renomado professor de física e matemática diz :

”Como teoria científica, o darwinismo teria sido descartado há muito tempo. O ponto, porém, é que a doutrina da evolução varreu o mundo, não com base em seus méritos científicos, mas precisamente em sua capacidade como mito gnóstico. Afirma, com efeito, que os seres vivos criaram a si mesmos, o que é, em essência, uma afirmação metafísica … Assim, o evolucionismo é uma doutrina metafísica adornada em trajes científicos … é um mito cientificista. E o mito é gnóstico, porque nega implicitamente a origem transcendente do ser; pois de fato, somente depois que a criatura viva foi especulativamente reduzida a um agregado de partículas, o transformismo darwinista se torna concebível. O darwinismo, portanto, continua a antiga prática gnóstica de depreciar Deus Pai Todo-Poderoso, Criador do Céu e da Terra” .

Com relação a longas eras de tempo, Platão e muitos outros filósofos gregos falavam que o presente Universo surgiu há milhões, bilhões de anos atrás. No quarto século dC, Lactâncio disse: “Platão e muitos outros filósofos, por ignorantes da origem de todas as coisas e do período primordial em que o mundo foi criado, disseram que muitos milhares de eras se passaram desde que este belo arranjo do mundo foi completado” [3].

Depois dos gregos, o naturalista romano Plínio, o Velho (23-79) disse que estamos tão sujeitos ao acaso, “… Que o acaso toma o lugar de Deus; ela prova que Deus é incerto” [4]. Filósofos gregos e romanos receberam essas idéias de antigos sumérios (babilônios), egípcios e hindus, cujas filosofias da natureza se estenderam séculos antes da civilização grega e romana.

Por exemplo, a crença hindu é que Brahman (o Universo) se gerou espontaneamente  algo como uma semente ou singularidade há bilhões de anos atrás e então evoluiu sob seu próprio poder pelo qual se  expandiu e formou tudo o que existe. Esses hindus acreditavam em um Universo eterno que tinha ciclos de renascimento, destruição e dormência, conhecidos como‘ kalpas ’, mais ou menos como as teorias oscilantes do big bang.

Em sua versão moderna, a evolução darwinista descreve o progresso (ou transmigração) da energia e como ela emergiu da vida gerada espontaneamente, a sopa primordial, e suas sucessivas encarnações dentro de diferentes corpos de diferentes tipos de seres ao longo de milhões e bilhões de anos. Pegando carona com essa ideia, os pagãos passaram a falar em evolução espiritual. O progresso do espírito ao reencarnar dentro dos corpos de diferentes seres ao longo de milhões e bilhões de anos. Nas palavras do líder da Igreja Emergente, uma igreja pagã, a evolução é energia,

“… uma faísca, uma eletricidade em que tudo está ligado. Os gregos chamavam isso de zoe, os místicos a chamavam de “espírito”, e Obi-Wan de “a Força” … Esta energia, centelha de eletricidade que pulsa por toda a criação, a sustenta, a alimenta e mantém crescendo . Crescendo, Crescendo, evoluindo, reproduzindo … ” [5]

Nesse Misticismo, a evolução espiritual dos iniciados transforma o homem em super-homem :

“… A evolução do homem para o super-homem – sempre foi o propósito dos mistérios antigos, e o propósito real da Maçonaria moderna não é o propósito social e caritativo a que se presta tanta atenção, mas a aceleração da evolução espiritual daqueles que aspiram aperfeiçoar sua própria natureza e transformá-la em uma qualidade mais divina. E esta é uma ciência definida, uma arte real” [6]

Isso é puro misticismo. A Evolução não é um “fato científico”, mas Mitologia Científica propagada desde os tempos antigos, e agora em todas as instituições acadêmicas do mundo.

Segundo o filósofo ateu Michael Ruse :

“A evolução é promovida por seus praticantes como mais que mera ciência. A evolução é promulgada como uma ideologia, uma religião secular – uma alternativa completa ao cristianismo. Eu sou um evolucionista ardente e um ex-cristão, mas devo admitir que nesta queixa os literalistas estão absolutamente certos. Evolução é uma religião. Isso era verdade na evolução no começo, e é verdade na evolução ainda hoje.” – [7]

Numa carta a Asa Gray, Charles Darwin admite que sua teoria é uma mera especulação e está fora dos limites da Ciência :

“Eu tenho plena consciência que minhas especulações estão muito além dos limites da verdadeira Ciência” – Charles Darwin – Carta para Asa Gray, 18 Junho, 1857

Pelo menos uma vez na vida este homem foi sincero. A evolução de uma molécula para o homem está longe de ser um fato científico. É uma mitologia, uma pseudociência, hoje defendida com muito entusiasmo pela academia e por youtubers neo-ateus. Com a pseudociência estabelecida, as pessoas perdem a noção da realidade e ficam paralisadas na fé cega do paradigma. Porém, a verdadeira Ciência há de triunfar e remover a cegueira das mentes que ainda acreditam neste absurdo materialista. Enquanto houver luz, haverá verdade. Lute por ela.

Vídeo :

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Referências :

[1] Cartledge, P., Democritus, Phoenix, London, England, pp. 20–21, 1998
[2] (Do Antigo Gnosticismo à Nova Era I, Alan Morrison, SCP Journal Vol. 28: 4-29: 1, 2005, pp. 30-31)
[3](Lactantius, The Divine Institutes 7:14, Of the first and last times of the world)
[4] (Pliny the Elder, Natural history)
[5] (Love Wins, pp. 144-145)
[6] (The Meaning of Masonry, W.L. Wilmhurst, p. 47)
[7] Michael Ruse – Is Darwinism a Religion?

4 thoughts on “O Mito Gnóstico na Ciência : Evolução

  1. Como é a religião evolucionista, baseados na sua fé.

    Eles acreditam que só a fé deles e a certa, isso na minha opinião.

    Agora baseados nesta fé deles, as suas atitudes apresentadas, são bastantes desrespeitosas e sem caráter.

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