Darwinismo e o racismo

Darwin

 

Em seu livro “A Descendência do Homem”, publicado após “A Origem das Espécies”, Darwin audaciosamente comentou a respeito das “maiores diferenças entre homens das diferentes raças” .

Ele sustentava que os aborígenes australianos eram muito próximos aos gorilas, e então concluiu que os aborígenes seriam “exterminados” pelas “raças” civilizadas no devido tempo. São suas as palavras:

“Em algum tempo futuro, não muito distante
quando medido em séculos, as raças civilizadas
do homem quase certamente exterminarão
e substituirão as raças selvagens em todo
o mundo. Ao mesmo tempo, os símios antropomorfos
[…]sem dúvida serão exterminados.
Isso ocasionará um hiato entre o homem em
um estado mais civilizado (mais do que o do
caucasóide, podemos esperar) e alguns símios
(tão inferiores como o babuíno) maior do
que o existente hoje entre o negro ou o australiano,
e o gorila.”

(Charles Darwin, “The Descent Of Man”, 2ª ed. New York: A. l. Burt Co., 1874, p. 178).

O Darwinismo Social defende a tese de que as “raças” humanas existentes localizam-se em diferentes degraus da “escala evolutiva” e que as “raças” européias são as mais “avançadas”, e que muitas outras “raças” ainda mantêm características simiescas.

O Darwinismo tem uma relação muito amorosa com a discriminação racial. Mais um engano proclamado “científico”.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *